Nasce a Igreja Presbiteriana Filadélfia
No bairro do São João, atual Água do São João, o trabalho foi organizado com 120 membros transferidos da Igreja Presbiteriana de Londrina.
Somos uma igreja de Jesus Cristo, vinculada à Igreja Presbiteriana do Brasil, comprometida com as Escrituras, a fé reformada, a comunhão cristã e a missão.
A história da Igreja Presbiteriana de Jataizinho começou no bairro do São João, atual Água do São João. Desde os primeiros anos, a comunidade foi marcada pela organização da vida da igreja, pela formação de ministérios e pela expansão missionária.
Em vez de apresentar essa memória como um único bloco de texto, os principais acontecimentos estão organizados abaixo em uma linha do tempo.
Datas, pessoas e decisões que ajudaram a formar a Igreja Presbiteriana de Jataizinho.
No bairro do São João, atual Água do São João, o trabalho foi organizado com 120 membros transferidos da Igreja Presbiteriana de Londrina.
Entre os primeiros membros destacou-se o Presbítero Adonias C. Davi, que serviu à igreja por muitos anos. O Rev. Abner Diniz, primeiro pastor, cooperou na organização dos primeiros ministérios e na expansão missionária.
A comunidade decidiu transferir a sua presença para a região central de Jataizinho, iniciando uma nova fase de presença e testemunho na cidade.
O templo foi desmontado e reconstruído no novo local, marcando materialmente a mudança da igreja para a região central.
A comunidade passou a usar o nome Igreja Presbiteriana de Jataizinho, fortalecendo a sua identificação com a cidade que servia.
O trabalho atravessou uma nova fase da sua caminhada, passando a funcionar como congregação sem perder a sua vocação de testemunho e serviço.
O espaço de culto passou por uma importante reconstrução, preparando a comunidade para um novo ciclo de crescimento e serviço.
A comunidade foi novamente organizada como igreja, consolidando uma nova etapa da sua história dentro da Igreja Presbiteriana do Brasil.
A IPB Jataizinho permanece comprometida com a centralidade das Escrituras, a tradição reformada, o discipulado, a comunhão e a missão.
Entre os primeiros membros, destacou-se por servir à igreja por muitos anos, tornando-se uma referência da primeira geração da comunidade.
Primeiro pastor da igreja, cooperou na organização dos primeiros ministérios e na expansão missionária do trabalho presbiteriano.
Hoje, a Igreja Presbiteriana de Jataizinho permanece vinculada à Igreja Presbiteriana do Brasil e comprometida com a centralidade das Escrituras, a tradição reformada, o discipulado, a comunhão e a missão.
IGREJA PRESBITERIANA DE JATAIZINHO 77 anos de fé, perseverança e missão 1949–2026 “Uma geração louvará a outra geração as tuas obras e anunciará os teus poderosos feitos.” Salmo 145:4 A história da Igreja Presbiteriana de Jataizinho não pode ser contada apenas por meio de datas, nomes, prédios ou números. Ela é, acima de tudo, a história de pessoas alcançadas pelo Evangelho, famílias que permaneceram firmes, homens e mulheres que serviram ao Senhor e gerações que receberam de seus antepassados o compromisso de anunciar Jesus Cristo. Ao completar 77 anos de existência, em 27 de março de 2026, a igreja olha para o passado com gratidão, para o presente com responsabilidade e para o futuro com esperança. As palavras de Samuel diante da fidelidade de Deus traduzem bem essa trajetória: “Até aqui nos ajudou o SENHOR.” 1 Samuel 7:12 Não celebramos simplesmente a capacidade humana de uma instituição permanecer aberta durante tantas décadas. Celebramos a graça de Deus que preservou sua igreja, inclusive em períodos nos quais, humanamente falando, sua continuidade parecia improvável. John Stott recorda que “a igreja está no próprio centro do propósito eterno de Deus; ela não é um pensamento posterior divino”. É sob essa compreensão que registramos a história da Igreja Presbiteriana de Jataizinho. 1. BAIRRO DO SÃO JOÃO: ONDE TUDO COMEÇOU A história da Igreja Presbiteriana de Jataizinho nasceu na zona rural do município, numa região conhecida como Bairro do São João, atualmente denominada Água do São João. Foi naquele ambiente rural, entre famílias que buscavam viver e compartilhar a fé cristã, que se estabeleceram os fundamentos da futura Igreja Presbiteriana de Jataizinho. Em 27 de março de 1949, foi oficialmente fundada com o nome: Igreja Presbiteriana Filadélfia A nova igreja foi organizada inicialmente com aproximadamente 120 membros, todos transferidos da Igreja Presbiteriana de Londrina, cujo trabalho até então alcançava aquela região. Entre os primeiros membros destaca-se o Presbítero Adonias C. Davi, que serviu durante muitos anos no presbiterato e posteriormente recebeu o título de Presbítero Emérito. Desde o início, portanto, a história desta igreja foi marcada pela presença de homens e mulheres dispostos a servir. A Bíblia descreve a igreja não simplesmente como uma organização, mas como um povo edificado por Deus: “Também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual.” 1 Pedro 2:5 A igreja começava pequena em sua estrutura, mas carregava uma grande vocação: anunciar Cristo e formar discípulos. 2. REV. ABNER DINIZ: O PRIMEIRO PASTOR O primeiro pastor da Igreja Presbiteriana Filadélfia foi o Rev. Abner Diniz. Embora seu período à frente da igreja tenha sido relativamente curto, sua atuação foi importante para a organização do nascente trabalho. Sob sua liderança começaram a ser estruturados os primeiros ministérios internos da igreja. Entre as iniciativas daquele período destacam-se: a organização da Associação Auxiliadora das Mulheres; a formação da União de Mocidade Presbiteriana; o fortalecimento da organização eclesiástica; e o incentivo à expansão missionária. Percebe-se, já nos primeiros anos, uma característica que acompanharia a igreja durante sua história: a formação de pessoas para servir. Essa dinâmica lembra a descrição de Paulo sobre o propósito da liderança cristã: “Com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo.” Efésios 4:12 3. UMA IGREJA QUE NASCEU MISSIONÁRIA Os registros históricos revelam que a igreja não se limitou ao Bairro do São João. Diversas Escolas Bíblicas Dominicais começaram a ser organizadas em localidades da região. Entre elas destacaram-se trabalhos em: Assaí; Santa Cecília do Pavão; Patrimônio da Serra Morena; e outras localidades próximas. Segundo registros encontrados nas atas da igreja, somente essas escolas chegaram a reunir aproximadamente 60 alunos matriculados. Alguns desses trabalhos posteriormente contribuíram para o surgimento de novas comunidades e igrejas. A implantação dessas escolas não era resultado apenas de um projeto institucional. Muitas vezes elas surgiam para atender cristãos que viviam distantes dos locais onde havia igrejas organizadas. O Patrimônio de Serra Morena, por exemplo, apresentava dificuldades relacionadas à distância. A solução encontrada foi simples e profundamente missionária: levar a Palavra até onde as pessoas estavam. Era a igreja colocando em prática o princípio de Atos 1:8: “Sereis minhas testemunhas [...] até aos confins da terra.” Antes de possuir grandes recursos, a igreja já possuía visão missionária. 4. 1952: UMA DECISÃO QUE MUDARIA A HISTÓRIA Em 1952, a igreja recebeu o Rev. Luiz Pereira Boaventura como novo pastor. Foi durante esse período que começou a ser discutida uma mudança decisiva: transferir a igreja do Bairro do São João para a região central da cidade de Jataizinho. A proposta teria partido do Presbítero Sebastião Corsino França. Havia razões pastorais e missionárias para a mudança. A localização rural dificultava a participação de muitos crentes nos cultos. Ao mesmo tempo, Jataizinho crescia em sua área urbana e apresentava um novo campo para evangelização. A transferência permitiria: facilitar o acesso dos membros aos cultos; ampliar a presença da igreja na cidade; alcançar famílias residentes na zona urbana; e estabelecer uma base missionária estrategicamente localizada. Era uma mudança geográfica, mas também missionária. 5. 1953: CRESCIMENTO E NOVOS DESAFIOS Em 1953, o Conselho reuniu-se para tratar de importantes assuntos relacionados ao futuro da igreja. Entre eles estava a chegada do Rev. João de Souza Moraes como novo pastor do campo. Naquele período também ocorreu o recebimento de novos cristãos provenientes da Igreja Metodista Independente. Ao mesmo tempo, novos pontos de pregação eram abertos pela região. Entre as localidades alcançadas estavam: Uraí; Nova América da Colina; Rancho Alegre; além de outros locais. O número de membros registrados cresceu de aproximadamente 120 para 305, sem considerar pessoas que ainda estavam em processo de regularização eclesiástica. Diante desse crescimento, tornou-se necessário ampliar a liderança. O Conselho decidiu convocar a igreja para eleição de novos oficiais que pudessem participar do cuidado espiritual da comunidade. O crescimento da igreja exigia algo que continua verdadeiro em todas as gerações: novos discípulos precisam produzir novos líderes. 6. 4 DE OUTUBRO DE 1953: A TRANSFERÊNCIA PARA A CIDADE No dia 4 de outubro de 1953, o Conselho reuniu-se para constituir uma comissão responsável por desmontar o templo localizado na zona rural. O objetivo era reconstruí-lo no centro de Jataizinho. Participaram daquela reunião os presbíteros: Sebastião Corsino França; Antônio Ribeiro de Carvalho; Ismael Graciano; além do Rev. João de Souza Moraes. Durante o período da reconstrução, os cultos passaram a ser realizados em um salão alugado localizado na região central da cidade. Ali a congregação permaneceu até que o templo pudesse novamente receber os irmãos. Uma página terminava no Bairro do São João, mas outra começava no coração da cidade. A igreja havia entendido que sua missão exigia proximidade com as pessoas. 7. 1955: NASCE O NOME “IGREJA PRESBITERIANA DE JATAIZINHO” Em setembro de 1955, outra mudança importante ocorreu. O nome Igreja Presbiteriana Filadélfia deixou de ser utilizado, passando a igreja a ser denominada: Igreja Presbiteriana de Jataizinho A alteração ocorreu porque o antigo nome provocava dúvidas e certa confusão tanto entre moradores da cidade quanto entre alguns membros. O novo nome consolidava a identificação da igreja com o município que agora se tornava seu principal campo missionário. Ela não estava apenas em Jataizinho. Passava a carregar Jataizinho em seu próprio nome. Isso também representava uma responsabilidade: servir espiritualmente à cidade onde Deus a havia colocado. 8. ENTRE 1955 E 1970: TEMPOS DE MUDANÇA Os anos seguintes foram marcados por profundas transformações sociais e demográficas. Entre 1955 e 1960, a igreja perdeu considerável número de membros. Muitas famílias deixaram a região procurando trabalho e melhores condições de vida em outros estados. Outras passaram a integrar igrejas que haviam surgido em diferentes localidades, algumas delas como resultado dos próprios trabalhos missionários anteriormente desenvolvidos. Em 1965, o Presbitério de Castro promoveu uma atualização do rol de membros, resultando no registro de 88 pessoas. Eram tempos diferentes dos primeiros anos de grande expansão. Todavia, a igreja continuava existindo. 9. 1971: MUDANÇA DE PRESBITÉRIO Em 1971, a Igreja Presbiteriana de Jataizinho deixou a jurisdição do Presbitério de Castro e passou a integrar o Presbitério de Londrina. Iniciava-se uma nova etapa administrativa e eclesiástica. Diversos pastores passaram pela igreja ao longo dos anos seguintes. Contudo, a comunidade não conseguiu reproduzir numericamente o crescimento experimentado em seus primeiros anos. Gradativamente o número de membros diminuiu, até que a Igreja Presbiteriana de Jataizinho passou à condição de campo missionário. 10. OS ANOS DIFÍCEIS Entre o final da década de 1970 e o início da década de 1990, a igreja atravessou um de seus períodos mais difíceis. O número de membros diminuía. As dificuldades aumentavam. Em determinado momento chegou a ser considerada a possibilidade de encerramento do trabalho. Entretanto, alguns irmãos permaneceram. Talvez essa seja uma das páginas mais importantes desta história. Grandes igrejas podem impressionar pela quantidade de pessoas que reúnem. Mas existem momentos nos quais a grandeza espiritual de uma igreja é demonstrada por aqueles que permanecem quando seria mais fácil desistir. Homens e mulheres continuaram orando. Continuaram se reunindo. Continuaram abrindo as portas. Continuaram crendo. Setenta e sete anos depois, é possível compreender a importância daquela perseverança. Agostinho de Hipona descreveu a caminhada da Igreja de Cristo dizendo que ela segue sua peregrinação “entre as perseguições do mundo e as consolações de Deus”. Essa frase poderia servir como legenda para aqueles anos. A igreja enfrentou suas dificuldades, mas Deus preservou um remanescente. 11. 1991: DE CAMPO MISSIONÁRIO A CONGREGAÇÃO Em 14 de dezembro de 1991, o Presbitério decidiu transformar o campo missionário em Congregação Presbiterial. A igreja continuaria sendo administrada por pastores designados pelo Presbitério, não possuindo ainda um pastor titular próprio. A mudança, entretanto, representava um novo passo em sua reorganização. Em 1998, o Presbitério nomeou o Rev. Clóvis Galvão para atuar em tempo integral na congregação. Seu ministério foi marcante para a reorganização dos trabalhos e para um novo período de crescimento. Durante sua atuação, pessoas foram evangelizadas, integradas à comunidade e conduzidas à profissão da fé cristã. Pouco a pouco, o trabalho novamente ganhava força. 12. 2001: RECONSTRUINDO O TEMPLO Em 2001, assumiu o trabalho o Rev. José César Teixeira. Durante seu pastorado foi tomada uma decisão importante: demolir o antigo templo e construir uma nova estrutura. Com a demolição, os cultos passaram temporariamente a ser realizados nos fundos da propriedade da igreja. O espaço era pequeno e desconfortável. Foram dias difíceis. Entretanto, uma igreja nunca pode ser confundida com seu prédio. A igreja continuava reunida. Continuava adorando. Continuava ouvindo a Palavra. Continuava orando. João Calvino, ao apresentar as marcas da igreja visível, escreveu: “Onde vemos a Palavra de Deus sinceramente pregada e ouvida e os sacramentos administrados segundo Cristo, ali existe a Igreja de Deus.” O templo estava sendo reconstruído, mas a igreja continuava viva. Em 2004, assumiu o trabalho o Rev. Daniel Ricardo Fonseca de Souza, permanecendo aproximadamente um ano à frente da congregação. 13. 2005–2006: REORGANIZAÇÃO DA IGREJA Em 2005, assumiu a igreja o Rev. Sérgio Henrique Reis. Seu trabalho teve relevância especialmente na estruturação da comunidade e na formação de novas lideranças. Finalmente, em 2006, aproximadamente 57 anos após sua fundação, ocorreu um dos acontecimentos mais importantes daquela geração: a congregação voltou a ser organizada como igreja. Depois de anos como campo missionário e posteriormente como congregação, surgia novamente a: Igreja Presbiteriana de Jataizinho Era mais uma demonstração da providência divina. A igreja que em determinado período esteve próxima de encerrar suas atividades agora voltava a possuir autonomia eclesiástica. 14. 2011–2021: UMA NOVA CAMINHADA Em 2011, o Rev. Alexsandro Alves da Silva assumiu a liderança da igreja. Seu ministério estendeu-se até 2021, constituindo um dos pastorados mais longos de sua história recente. Sua atuação foi especialmente significativa no resgate, evangelização e integração de novos membros. Nesse período também houve investimento na implantação de células, treinamento de líderes e realização de cursos voltados ao fortalecimento moral, familiar e espiritual dos membros. Entre eles estiveram programas como: Homem ao Máximo; Mulher Única. Essa etapa marcou um fortalecimento da cultura de discipulado, relacionamento e formação de lideranças. 15. UMA IGREJA QUE TAMBÉM FORMA PASTORES Outra característica importante da Igreja Presbiteriana de Jataizinho é sua participação na formação de vocacionados ao ministério pastoral. Em 2021, o Conselho indicou o Sr. Paulo Marcelino de Brito como aspirante ao Sagrado Ministério. Após cumprir as etapas e exigências eclesiásticas necessárias, foi ordenado ao ministério pastoral em 2025, passando a exercer o ofício pastoral. Outros seminaristas também estiveram ligados à história da igreja. Entre eles: Rev. Luiz Mariano, posteriormente pastor da Igreja Presbiteriana de Cacoal, em Rondônia; Rev. André Prestes, posteriormente atuando no ministério pastoral em Jataizinho. Assim, a história da igreja não se limita às pessoas que permaneceram nela. Parte de sua história continua sendo escrita através daqueles que passaram por aqui e posteriormente foram enviados para servir em outros lugares. É a dinâmica de 2 Timóteo 2:2: “O que de minha parte ouviste [...] isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros.” 16. 2022: REV. TIAGO HENRIQUE ARAUJO E O PROJETO PROSPERAR Em 2022, o Rev. Tiago Henrique Araujo assumiu o pastoreio da igreja. Seu ministério foi marcado por uma presença pastoral próxima das pessoas e por iniciativas voltadas ao acolhimento e à comunidade. Um dos trabalhos de destaque desse período foi o desenvolvimento do Projeto Prosperar, realizado juntamente com a liderança da igreja. A iniciativa surgiu especialmente com o propósito de alcançar crianças do município e suas famílias, proporcionando oportunidades de desenvolvimento humano, cidadania e formação cristã. A preocupação com crianças, famílias e comunidade reafirmava uma característica presente desde os primeiros anos da igreja: o Evangelho não deveria permanecer restrito às paredes do templo. 17. 2026: UMA NOVA ETAPA PASTORAL Rev. André Henrique Torres Ribeiro A partir de janeiro de 2026, a Igreja Presbiteriana de Jataizinho iniciou uma nova etapa de sua caminhada pastoral sob a condução do Rev. André Henrique Torres Ribeiro. A nova gestão começou procurando respeitar a história construída pelas gerações anteriores e, simultaneamente, preparar a igreja para novos desafios. Não se tratava de começar outra igreja. Tratava-se de continuar a história da mesma igreja que Deus havia plantado em 1949. Por isso, um dos princípios dessa nova etapa passou a ser a centralidade de Cristo e das Escrituras. O tema escolhido para 2026 expressa exatamente essa direção: “Firmes em Cristo, enraizados na Palavra de Deus” “Ora, como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele, nele radicados, e edificados, e confirmados na fé.” Colossenses 2:6–7 Após décadas de mudanças, perdas, reconstruções, reorganizações e novos começos, a igreja reafirmava onde estavam suas raízes: não em personalidades, métodos ou programas, mas em Cristo e em sua Palavra. 18. PALAVRA: UMA IGREJA QUE APRENDE Uma das ênfases estabelecidas nessa nova etapa foi o fortalecimento do ensino bíblico. A pregação expositiva, o estudo das Escrituras, a Escola Bíblica e os encontros de formação passaram a ocupar posição estratégica na organização pastoral. A igreja passou a trabalhar de maneira intencional para que seus membros não fossem apenas frequentadores de cultos, mas discípulos capazes de compreender, viver e transmitir a fé cristã. A Escola Bíblica tornou-se parte importante desse processo, incluindo estudos de doutrina e posteriormente uma caminhada expositiva pelo livro de Ester. Essa ênfase está diretamente relacionada à identidade reformada da igreja. John Stott afirmou que as igrejas “vivem, crescem e florescem pela Palavra de Deus”. Por isso, a Palavra permanece não apenas como conteúdo de uma atividade, mas como fundamento da vida comunitária. “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.” João 17:17 19. ORAÇÃO: UMA IGREJA QUE DEPENDE DE DEUS Outra característica fortalecida durante 2026 foi a vida de oração. Encontros regulares passaram a reunir irmãos para clamar pela igreja, pelas famílias, pela cidade e pela expansão do Evangelho. As reuniões de oração às terças-feiras foram incorporadas ao ritmo espiritual da comunidade. Também foram desenvolvidos períodos especiais de oração, jejum e vigília. Entre esses momentos esteve a vigília: AVIVA-NOS Realizada em 31 de julho de 2026, das 20h às 23h, organizada em períodos de oração, Palavra e busca espiritual. A compreensão pastoral era simples: uma igreja pode organizar muitas atividades, mas jamais pode substituir dependência de Deus por organização humana. “Perseverai na oração, vigiando com ações de graças.” Colossenses 4:2 20. PEQUENOS GRUPOS: DA MULTIDÃO PARA O CUIDADO Outra frente importante de 2026 foi a reorganização da estratégia de Pequenos Grupos — PGs. A proposta procurou aproximar comunhão, discipulado, cuidado pastoral, evangelização e desenvolvimento de líderes. Em 1º de julho de 2026, teve início um PG piloto, realizado na casa pastoral. A partir dessa experiência começou a ser construída uma estratégia mais ampla de implantação de Pequenos Grupos vinculados às diferentes faixas etárias e ministérios. O objetivo não era simplesmente multiplicar reuniões nas casas. O propósito era desenvolver uma igreja na qual pessoas fossem conhecidas, cuidadas, discipuladas e capacitadas para cuidar de outras pessoas. A igreja reunida no templo continuaria sendo fundamental. Mas a igreja também precisava aprender a viver a fé de maneira próxima, relacional e cotidiana. O modelo encontra eco na experiência da igreja primitiva: “Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa.” Atos 2:46 21. FORMAÇÃO E MENTORIA DE LÍDERES A implantação dos Pequenos Grupos passou a caminhar junto com um projeto de formação continuada de líderes. A proposta desenvolvida em 2026 estabeleceu o princípio de que os ministérios da igreja deveriam produzir não apenas atividades, mas também discípulos e novos líderes. Foram consideradas diferentes etapas de desenvolvimento: crianças; juniores; adolescentes; jovens; adultos; idosos. Da mesma maneira, as tradicionais sociedades internas da Igreja Presbiteriana do Brasil continuaram sendo valorizadas: UCP; UPA; UMP; SAF; UPH. O objetivo passou a ser aproximar estruturas históricas da denominação, ministérios contemporâneos, discipulado e Pequenos Grupos dentro de uma visão comum. O princípio permanece o de Efésios 4:16: “De quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado [...] efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor.” 22. INTEGRAÇÃO, DISCIPULADO E CATECÚMENOS A nova etapa pastoral também passou a dedicar atenção específica às pessoas que se aproximavam da igreja. Foram fortalecidos processos de: acolhimento; integração; discipulado; preparação para profissão de fé; preparação para batismo; formação de catecúmenos; acompanhamento pastoral. A intenção era evitar que alguém simplesmente frequentasse a igreja sem compreender a fé que estava professando e sem experimentar verdadeira integração na comunidade cristã. A igreja deveria ser simultaneamente porta aberta para quem chega e ambiente de formação para quem permanece. 23. MINISTÉRIOS E VIDA COMUNITÁRIA Durante 2026 também houve um esforço de organização e fortalecimento dos diferentes ministérios da igreja. Entre as áreas trabalhadas estiveram: casais; homens; mulheres; crianças; adolescentes; jovens; visitação; capelania; integração; ensino; assistência e cuidado. Além disso, as sociedades internas continuaram compondo a vida comunitária da igreja. A visão estabelecida foi de cooperação. Ministérios não deveriam funcionar como pequenas igrejas independentes dentro da igreja, mas como partes de um único corpo. “Assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros.” Romanos 12:5 24. UMA IGREJA QUE SERVE À CIDADE A preocupação missionária e social presente desde o Bairro do São João continuou encontrando novas expressões. O Projeto Prosperar permaneceu como importante referência dessa vocação de serviço às crianças, famílias e comunidade. Em 2026 também foram desenvolvidas iniciativas de assistência e cuidado, inclusive ações voltadas ao atendimento psicológico em condições acessíveis à população. Outra iniciativa foi o fortalecimento de ações de solidariedade, como o Quilo da Esperança, destinado à arrecadação de alimentos para auxiliar pessoas e famílias necessitadas. A igreja também procurou manter diálogo e cooperação com a comunidade local, entendendo que sua presença na cidade deve produzir serviço, compaixão e testemunho. Dietrich Bonhoeffer escreveu, em seus últimos anos, que: “A igreja só é igreja quando existe para os outros.” Essa afirmação resume uma dimensão fundamental da missão cristã. Não existimos apenas para realizar atividades para nós mesmos. Existimos para glorificar a Deus e servir às pessoas às quais Ele nos envia. 25. COMUNICAÇÃO E PRESENÇA DIGITAL O ano de 2026 também marcou uma ampliação da comunicação institucional da Igreja Presbiteriana de Jataizinho. A presença digital passou a ser entendida como extensão da comunicação pastoral e missionária da igreja. Foram fortalecidos canais de informação, produção de conteúdos devocionais, divulgação das atividades, comunicação por redes sociais e desenvolvimento do site institucional da igreja. A proposta é utilizar os recursos contemporâneos sem alterar a mensagem histórica do Evangelho. Mudam os meios. A mensagem permanece. “Pregai a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não.” 2 Timóteo 4:2 Assim como as primeiras gerações abriram Escolas Bíblicas em localidades distantes para alcançar pessoas, a geração atual também é chamada a ocupar os espaços onde as pessoas estão. 26. CULTO, COMUNHÃO E CENTRALIDADE DE CRISTO A organização pastoral de 2026 reafirmou o culto comunitário como centro da vida da igreja. Aos domingos, a igreja se reúne para adoração, oração, leitura das Escrituras, louvor, ofertas, celebração dos sacramentos e exposição da Palavra. Durante a semana, a vida comunitária continua através da oração, Escola Bíblica, discipulado, Pequenos Grupos, sociedades internas, ministérios e visitação. O objetivo não é produzir uma igreja movimentada. É formar uma igreja espiritualmente saudável. Por isso, a pergunta fundamental não é simplesmente: “Quantas atividades realizamos?” Mas: “Estamos nos tornando cada vez mais semelhantes a Cristo?” 27. 77 ANOS: UMA HISTÓRIA DE PERMANÊNCIA Em 27 de março de 2026, a Igreja Presbiteriana de Jataizinho completou 77 anos de história. Setenta e sete anos depois daquele primeiro trabalho no Bairro do São João, uma nova geração continua abrindo a Bíblia, reunindo a igreja, celebrando os sacramentos, ensinando crianças, discipulando jovens, cuidando de famílias, preparando líderes e anunciando Jesus Cristo. Muitos nomes ficaram registrados em atas. Outros talvez tenham sido esquecidos pelos registros humanos. Alguns pastores permaneceram muitos anos. Outros permaneceram pouco tempo. Presbíteros, diáconos, professores de Escola Bíblica, músicos, líderes, mulheres, jovens, crianças e famílias inteiras participaram dessa caminhada. Mas a história não pertence a nenhum deles individualmente. A história pertence a Deus. Talvez nenhuma frase descreva melhor estes 77 anos do que a declaração de Agostinho de que a Igreja continua sua peregrinação “entre as perseguições do mundo e as consolações de Deus”. Houve crescimento. Houve perdas. Houve mudanças. Houve crises. Houve reconstruções. Houve momentos em que o encerramento do trabalho pareceu possível. Houve tempos de renovação. Houve novos pastores. Houve novas gerações. E, depois de tudo isso, a igreja permaneceu. Não porque todos os seus líderes acertaram. Não porque nunca houve dificuldades. Não porque seus recursos sempre foram abundantes. Mas porque Cristo permanece fiel à sua Igreja. “Edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” Mateus 16:18 28. NÃO SOMOS DONOS DESTA HISTÓRIA; SOMOS SEUS MORDOMOS Cada geração recebeu esta igreja das mãos daqueles que vieram antes. E cada geração terá de entregá-la àqueles que virão depois. Essa consciência impede que qualquer liderança trate a igreja como propriedade pessoal. Pastores passam. Presbíteros passam. Diáconos passam. Líderes passam. Gerações passam. Cristo permanece. A igreja pertence a Ele. Por isso, a responsabilidade da geração de 2026 não é reinventar a Igreja Presbiteriana de Jataizinho, mas servi-la fielmente e prepará-la para continuar cumprindo sua missão. Calvino recordava que a verdadeira igreja se reconhece onde a Palavra é fielmente anunciada e os sacramentos são administrados segundo a instituição de Cristo. Esse continua sendo nosso compromisso. Palavra. Oração. Comunhão. Discipulado. Missão. Serviço. Tudo debaixo do senhorio de Jesus Cristo. 29. DO BAIRRO DO SÃO JOÃO PARA AS PRÓXIMAS GERAÇÕES Em 1949, irmãos reunidos na zona rural provavelmente não poderiam imaginar todas as páginas que seriam escritas depois deles. Não poderiam imaginar o templo no centro da cidade. Não poderiam prever os períodos de crescimento ou crise. Não conheceriam os nomes dos pastores que viriam décadas depois. Não imaginariam internet, redes sociais, transmissão digital ou os novos meios pelos quais o Evangelho poderia alcançar pessoas. Mas conheciam aquilo que realmente importava: Jesus Cristo. E a mesma mensagem chegou até nós. Agora, nossa responsabilidade é entregá-la à próxima geração. “Não o encobriremos a seus filhos; contaremos à vindoura geração os louvores do SENHOR, e o seu poder, e as maravilhas que fez.” Salmo 78:4 O Bairro do São João foi o começo. Mas não pode ser o fim. A missão continua. Existem crianças que precisam conhecer Cristo. Existem famílias que precisam ser cuidadas. Existem jovens que precisam encontrar propósito no Evangelho. Existem homens e mulheres que precisam ser discipulados. Existem líderes que precisam ser formados. Existe uma cidade que precisa continuar ouvindo as boas-novas de Jesus. 30. NOSSA HISTÓRIA CONTINUA Depois de 77 anos, ainda estamos aqui. Com outra geração. Outros desafios. Novas ferramentas. Novos líderes. Mas o mesmo Evangelho. O mesmo Cristo. A mesma Escritura. A mesma missão. Por isso, ao olhar para 1949–2026, não dizemos: “Veja o que nós construímos.” Dizemos: “ATÉ AQUI NOS AJUDOU O SENHOR.” E olhando para aquilo que ainda está diante de nós, reafirmamos o chamado de 2026: FIRMES EM CRISTO, ENRAIZADOS NA PALAVRA DE DEUS “Ora, como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele, nele radicados, e edificados, e confirmados na fé.” Colossenses 2:6–7 Que as próximas gerações encontrem aqui uma igreja que permaneceu fiel às Escrituras. Uma igreja que pregou Cristo. Uma igreja que orou. Uma igreja que acolheu. Uma igreja que formou discípulos. Uma igreja que serviu Jataizinho. Uma igreja que não viveu para preservar simplesmente seu nome ou sua estrutura, mas para proclamar o nome que está acima de todo nome: JESUS CRISTO. Igreja Presbiteriana de Jataizinho 27 de março de 1949 — 27 de março de 2026 77 anos anunciando que Jesus Cristo é o Senhor. “Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!” Romanos 11:36 Referências teológicas utilizadas AGOSTINHO DE HIPONA. A Cidade de Deus, Livro XVIII, capítulo 51. A conhecida descrição da Igreja peregrinando entre as perseguições do mundo e as consolações de Deus encontra-se nessa seção. BONHOEFFER, Dietrich. Letters and Papers from Prison. Em suas reflexões da prisão, Bonhoeffer associa a autenticidade da Igreja à sua existência em favor dos outros. CALVINO, João. As Institutas da Religião Cristã, Livro IV, capítulo 1, §9. Calvino identifica a pregação fiel da Palavra e a administração dos sacramentos como marcas fundamentais da igreja visível. STOTT, John R. W. A compreensão da Igreja como parte central do propósito eterno de Deus aparece de maneira recorrente em sua reflexão eclesiológica; sua ênfase na centralidade da Palavra também marcou seu ministério.